Não é apenas um designer com 10 anos de experiência e uma capacidade indizível de trabalhar em equipe.
Ele circula, há tempos, entre papéis, nanquim e traços únicos.
Conheço pessoas que são capazes de apontar as ilustrações dele simplesmente pelas cores vivas, o traçado único e pela aura que suas ilustrações carregam. Ao ver um desenho dele, do MAM, sabe-se que é um trabalho de um típico artista carioca, que percebe cada detalhe da cidade – desde as pessoas até os postes – dos ídolos das diversas gerações que retrata, celebridades ou não, das mulheres que desenha, dos símbolos do povo, das paixões brasileiras e que tem a energia do bom e velho rock’n roll.
E ele transfere isso para seu trabalho como designer: consegue perceber detalhes, tem um olhar amplo, passeia pelos símbolos e os utiliza com a finalidade de criar uma identificação entre mensagem e recepctor, nos coloca como parte dos trabalhos e nos aproxima dos conceitos.
Ele faz design com a mesma paixão com que ilustra, com o cuidado de explicitar o que pretente, sem rodeios, com uma linguagem direta e compreensível por qualquer pessoa, e retrata em cada peça todo o universo o qual ela deseja representar.
